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Sua história, sua vida.
Chico Antônio e seu precioso instrumento musical: o ganzá.


Chico Antônio e seu amigo de cantorias Paulírio Sebastião.

A embolada por Mário de Andrade
“Temos uma dose formidável de alegria, de esperteza, de pagode e de energia reagindo aos cocos, nas emboladas, nos desafios e outras formas de canto”.

Mário de Andrade
Mário Raul de Morais Andrade, poeta e escritor, nasceu em São Paulo, em 09 de outubro de 1893.
Em 1922 ocorre a famosa “Semana de Arte Moderna” nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, marcando uma nova fase para o pensamento literário brasileiro, e logo após este acontecimento, Mário publica “Paulicéia Desvairada”.
Em 1935, Mário assume a direção do Departamento Municipal de Cultura e a chefia da Divisão de Extensão Cultural. Em 1937, assume também a direção do Patrimônio Histórico e promove o Congresso Nacional de Língua Cantada. Em 1945, depois de ficar muito doente, vem a falecer em 25 de fevereiro.

Suas principais obras são: “A escrava que não é Isaura”, “Turista Aprendiz”, “Clã do Jaboti”, “Amar, verbo intransitivo”, “Macunaíma” e outros.
Modernista Mário de Andrade em seu trabalho etnográfico.




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Chico Antonio, o jovem descoberto por Mário de Andrade em 1929.



Integrantes de banda Chico Antronic Embola Dub, inspirada nas obras do coquista potiguar.

Chico Antônio e sua esposa.

Chico Antônio:
vida e obra
Francisco Antônio Moreira, Chico Antônio, nasceu no povoado de Côrte, no município de Pedro Velho, no dia 20 de setembro de 1904. Desde criança mostrou inclinação para a música, para o canto, particularmente para os cocos-de-embolada, gênero musical muito em voga  no Nordeste brasileiro de então.
Seu pai, homem prático, agricultor honesto e trabalhador, em cuja família não havia precedentes de manifestações artísticas, procurou desde cedo encaminhar o filho para a escola, a fim de assegurar-lhe um futuro melhor. Estudar não era a sua vocação, o seu desejo era “cantar cocos”.
Trabalhando na enxada, no sítio do pai, o menino Chico Antônio não perdia a oportunidade de ver as grandes pelejas entre os famosos emboladores de coco que, na época do verão, excursionavam por todo o Estado. Sonhava com o dia em que pudesse, também ele próprio, participar daqueles desafios.
Chico Antônio e Dona Amélia, sua mulher há mais de 50 anos, que já o conheceu coqueiro: “Eu me engracei dela e ela de mim, era hora, digo: Num tem jeito! Fui, comprei uma casa, tinha dois cavalo junto; assim eu casei”.
Quando jovem, Chico desafiou muitos coqueiros e tornou-se célebre animando as festas do sertão.
A encantadora obra
“O coco eu não aprendi a cantá com ninguém, fui aprendendo mais fui puxando na cabeça, do juízo”
Chico Antônio

Suas obras:
 “Boi Tungão”, “Coco de Usina”, “Adeus Luquinha”, “Balão, mané mirá”, “A pisada é essa (esse é bom pueta)”, “Amador Maria”, “Eu vou, você num vai”, “Jurupanã”, “Dois tatú”, “Eh tum”, “Ôh mana, deixa eu ir”, “Pr’onde vais, mulé?”, “Iaiá, dá no boi”, “Êh boi!”, “Engenho novo”, “Justino Grande” e outros.


A ADMIRAÇÃO DE
ANTÔNIO BENTO
“(...) Vida poética, gosta tanto das mulheres, como elas dele, bom na cachaça. Bom companheiro para brincadeiras e afetuoso, segundo dizem seus companheiros. Gasta à-toa todo dinheiro que ganha. O coco que Chico Antônio gosta mais de cantar e acha mais bonito é “Iaiá pega o Boi”. O que faz maior impressão é o “Boi Tungão”, descrição do inferno. Por causa desse coco, é que dizem que ele tem um “trato com o diabo”.
Tanto gosta de cantar o coco solto (toada quadrada, parcela, cocos de solos pequenos) como o coco de amarração (embolada). Prefere improvisar, sem saber o que está dizendo. Me disse mesmo que prefere cantar esquecendo, tirando as emboladas rapidamente, no momento”.
Notas de Antônio Bento em "Os cocos" de Mário de Andrade.

A OBRA MAIS FAMOSA: O “BOI TUNGÃO”
É o coco mais famoso, nele Chico Antônio descreve o inferno e vê o maiorá (maioral, diabo). É uma passagem pelo inferno, mas que  parece um sonho.

Coco do Boi Tungão (trechos)
Estribilho:
Ai, li-li-ô, Boi Tungão
boi do maiorá
Bunito não era o boi
Como era o aboiá
Eu chamava e ele vinha
pra purteira do currá
Trechos do “Boi Tungão”

Eu ´stava lá em casa
deitado no quente
eu tava bebo de aguardente
quando eu vi chamar
Saí pra fora,
meu amigo e camarada,
era uma nega marvada,
que veio me buscá.

Adonde tinha a nega
a nega Marçalina
Também tinha a Bernardina
E: “Chico Antônio, vá”.
Estribilho

Entrei pra dentro,
sem pensar em nada
à meia-noite, meu estado
vou  lhe avisar
eu fui ao torno,
peguei o mineiro
saí quase na carreira,
balançando o meu ganzá.

Aonde veio
uma nega menina
“hum, hum, hum” no meu ouvido
pegou cochichar.
Estribilho.

Esta música foi trilha sonora do filme: "O homem que desafiou o diabo" com Marcos Palmeira e gravado no Rio Grande do Norte. Sucesso nacional.


CHICO ANTÔNIO: família e cotidiano.
Severino, filho de Chico Antônio, além de cuidar da casa, tem uma pequena olaria doméstica, onde faz a louça de barro que vende na feira.
Severino traz o barro do rio, cobre com folhas, água, amassa e modela louça, que depois de seca cozinhará no forno; modela as panelas, potes e tintas com as mãos, dando-lhes a forma que deseja, sem usar o torno; a louça de barro, pronta para ser levada à feira.

A casa onde morava Chico Antônio, dentro de sua propriedade, cercada de coqueiros e da vegetação local.
Fachada da casa de Chico, de pau-a-pique (ou taipa), processo de construção típico das habitações rurais brasileiras: as paredes são feitas de uma trama de paus e varas unidos entre si e os vazios preenchidos com barro.
Vista interior da casa: na cozinha, o fogão a lenha e as panelas de barro, feitas por Severino, filho de Chico Antônio.
A mandioca é uma raiz cultivada, de cuja espécie venenosa se faz a farinha de mesa, de largo emprego na alimentação do brasileiro.
Antônio, outro filho de Chico Antônio, tem uma casa de farinha em sua propriedade vizinha à do pai.
O forno, como os demais da região, tem forma circular e é construído ‘no tempo’.
Fora da casa, um abrigo de folhas de palmeira conserva o estoque de lenha seca para o fogão.



Aos 89 anos de idade, Chico Antônio estava impossibilitado de trabalhar na enxada, o que fez praticamente a vida inteira, em sua pequena propriedade rural em Pedro Velho (RN).
O ganzá, instrumento musical que muitos coqueiros usam, é feito de uma lata ou um cilindro de folha-de-flandres, fechados nas duas extremidades e cheios de chumbo fino.
Chico Antônio viveu os últimos dias de sua existência na cidade de Canguaretama, no RN, vindo a falecer no dia 15 de outubro de 1993.
Francisco Antônio Moreira
20 de setembro de 1904 - Pedro Velho-RN
15 de outubro de 1993 - Canguaretama - RN



Marta Viana Moreira de Meireles, neta de Chico Antônio, guarda uma bengala e um ganzá do avô. Ela guarda parte da herança de Chico Antônio e luta pelos direitos autorais do avô.
Hoje, Marta, sua neta, pede apoio para garantir os direitos autorais de Chico Antônio.
Pedro Velho-RN recebeu um Instituto de Cultura que leva o nome de Chico Antonio.



A escritora, historiadora e antropóloga cultural Gilmara Benevides em resumo mostra um relato fiel da vida e obra de Chico Antônio. Sua pesquisa teve como base a “Semana de Arte, Cultura e Humanidades – Semana Chico Antônio” realizada em Pedro Velho-RN entre 1998 e 2002. Sua observação e informações se deram no evento de 2002. Ela cita:
Francisco Antônio Moreira (1904-1993) nasceu em Cortes, distrito rural de Pedro Velho, município da região agreste do Estado do Rio Grande do Norte.  A atuação do mediador cultural Antônio Bento de Araújo Lima (1902-1988), na época Deputado Estadual e crítico de arte, foi muito importante para a realização de um ‘evento histórico’: ele provocou o encontro do artista popular, o embolador de cocos Chico Antônio com o musicólogo Mário de Andrade (1893-1945) em janeiro de 1929. 
A  partir deste encontro, Chico Antônio  ficou conhecido como o coquista ‘descoberto’ por Mário de Andrade, que o cita em suas pesquisas nos livros ‘Os Cocos’, ‘Vida de Cantador’, ‘O Turista Aprendiz’ e ‘Danças Dramáticas’.  Este trabalho é um resumo de considerações elaboradas para a escrita de dissertação homônima para o Mestrado em Antropologia Cultural, a partir do estudo de caso do evento cultural Encontro de Cultura, Artes e Humanidades, a Semana Chico Antônio, que aconteceu entre 26 e 29 de dezembro de 2002 analiso em campo as categorias teóricas memória social e práticas culturais focando meu interesse em três grupos distintos: a) os agentes culturais locais, b) os familiares de Chico Antônio e c) os críticos do evento. 
 Procuro interpretar estas categorias tendendo a aproximar o ‘saber local’  representado pelos intelectuais regionais à ‘memória nacional’ o contexto histórico-cultural nacional.  A especificidade desta prática social revela a visão de ‘cultura’ elaborada por um grupo local e suas práticas demonstram haver uma busca pela inserção através do turismo  cultural regional. 
Enfim, pretendo com este trabalho analisar a relação entre cientistas sociais e seus interlocutores ‘nativos’, enquanto construção cultural democrática – utilizando-se assim de políticas públicas, em especial as políticas culturais, como formação de público cidadão, à responsabilidade social e a melhoria de vida dos habitantes locais sem que precisemos cair em tutelas ou paternalismos, mas atuando como intérpretes e agentes produtores de culturas.   
O canto sedutor do coquista Chico Antônio: Memória, Política e Turismo Cultural
Gilmara Benevides
Mestrado em Antropologia Cultural UFPE
O conteúdo deste blog foi apresentado no FEFOL (Festival de Folclore de Olímpia – SP) em agosto de 2006 pelo Cientista Social – Sociólogo – UFRN, Cledenilson Valdevino Moreira, Pedro Velho – RN.
O resumo de Gilmara Benevides foi posto no texto como suporte fiel e profissional sobre a história de Chico Antônio, com fonte, contato e conteúdo.
O objetivo deste texto no blog é mostrar a todos o reconhecimento que esse grande artista merece.
Por Cledenilson Moreira


Será nesta segunda dia 29 de setembro a tradicional festa de São Francisco de Assis, padroeiro de Pedro Velho-RN. Depois de dois anos sem festa na rua devido aos decretos da Governadora que estabeleceu estado de emergência em todo Rio Grande do Norte, finalmente, este ano teremos a volta da grande festa com as bandas Cavalo de Aço e Dança Mulé do cantor Briola. A festa será na praça pública. Há expectativa de ter a terça-feira, ponto facultativo para a população acompanhar a festa religiosa que começa dia 25 e termina dia 04, dia oficial do Padroeiro. A festa não pode ser no dia oficial devido as eleições do dia 05 de outubro. Veja a programação religiosa e social aqui no clednews.com





É com muita satisfação que faço esta postagem destacando o desfile das escolas de Cuité - Pedro Velho-RN em homenagem à Independência do Brasil. A escola caprichou na temática literária destacando Nísia Floresta e Machado de Assis. Ficou bem organizado e bonito agradando aos que prestigiaram o evento e o empenho de professores, alunos, equipe escolar e comunidade local.
Mas quero destacar um indicador importante, o IDEB do município aumentou depois de 3 anos em queda, isso significa que a educação melhorou. Dentre o empenho de todos para elevar esse indicador, as Escolas de Cuité puxaram o indice contribuindo significativamente. Foram os maiores resultados dentre todas as escolas municipais. Parabéns aos que fazem as Escolas de Cuité não somente pelo desfile, mas também pelo desempenho educacional.
Vejam as fotos.
Cuité - Pedro Velho-RN








Desfile em Cuité












As belezas de Martins-RN, não poderiam deixar de ser mostradas no nosso blog. Tive o prazer de visitar a cidade serrana e fotografei as belezas dessa histórica terra. Encontrei até uma travessa como  nome da minha cidade: Pedro Velho. Fotografei a Casa de Pedra, uma caverna fantástica que segundo historiadores, abrigou o bando de Lampião. A vista dos Mirantes impressiona e as imagens formadas pelas pedras preenchem a imaginação dos visitantes e moradores. A cidade nasce no berço do símbolo religioso num contexto do Brasil Império e alternou suas identidades pelos anos da República. No site da wikipedia, encontramos um resumo histórico da cidade de Martins, porém faltou algo mais interessante. Veja o histórico e o complemento que fiz a partir das histórias contadas pelos guias.

História

Em 20 de julho de 1736, Aleixo Teixeira, capitão-mor da Aldeia de São João do Apodi dos Tapuias Paiacus (atual Apodi), recebeu a carta de data da sesmaria de terras no alto da serra conhecida como Serra do Campo Grande (assim chamada em virtude da proximidade da povoação de Campo Grande), posteriormente conhecida como Serra da Conceição.
Seis anos depois, Francisco Martins Roriz, habitante da Ribeira do Jaguaribe, na capitania do Ceará-Grande, fundou, no alto da serra ainda inabitada, uma fazenda, que passou a ser conhecida pelo nome de seu proprietário. A denominação logo passou à de todo o conjunto da Serra do Martins.
Graças ao seu desenvolvimento vagaroso, mas contínuo, a povoação do alto da serra tornar-se-ia, um século depois, vila e em seguida município, com o nome de Maioridade, de 10 de novembro de 1841), a segunda vila do extremo ocidental da província do Rio Grande do Norte, assim nomeada em homenagem à maioridade antecipada do Imperador Dom Pedro II, ocorrida no ano anterior. A Comarca de Maioridade seria instalada no ano seguinte, sendo a terceira de toda a província (após a Comarca do Rio Grande do Norte, com sede em Natal, separada da Comarca da Paraíba em 1818, e a Comarca de Açu).
O novo município estendia-se por metade de todo o extremo oeste da província do Rio Grande do Norte, limitando-se ao norte com o de Apodi, a oeste com o de Portalegre, e a sul e a leste com os municípios paraibanos de Sousa e Catolé do Rocha, respectivamente.
Em 1847, o município passa a ser denominado Cidade da Imperatriz, em homenagem à Imperatriz D. Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. A alteração do regime, com a Proclamação da República, leva ao resgate do nome antigo e definitivo do município, que passa a ser denominado Martins em 1890.

Segundo o Guia do Hotel Serrano da cidade de Martins, o Francisco Martins Roriz tinha uma esposa que sofria de problemas mentais. Sua esposa saiu vagando pela serra e desapareceu por dias, e Francisco Martins disse que se encontrasse a esposa, faria um Nicho em homenagem a mulher e guardaria uma santa Nossa Senhora da Imaculada Conceição. A esposa foi encontrada morta numa lagoa que fica perto do centro da cidade e próximo as primeiras casas de Martins, foi construída uma capela e o nicho. O nome da cidade dá-se a Francisco Martins Roriz. Além de Martins, fizemos uma visita a cidade de Portalegre, outra cidade serrana de grande valor histórico. Vejam as fotos abaixo.
Hotem Serrano em Martins-RN

Martins - RN


Bica em Portalegre-RN

Serra de Martins-RN

Portalegre-RN


Casa de Pedra - Martins-RN





Mirante da Carranca - Martins-RN





Festival de Fondue - Martins-RN


Fondue - Martins-RN






1ª rua de Martins-RN


Hotel Serrano

Praça de Martins-RN